Quem trabalha com a terra no Norte catarinense já percebe: a inteligência artificial deixou de ser coisa do futuro e entrou na rotina do campo.
Em Santa Catarina, cada vez mais produtores adotam soluções de IA para produzir mais, com menos desperdício. E isso vale para o Vale do Itapocu e toda a região.
Nas lavouras de arroz e de banana, tradicionais em cidades como Massaranduba, Corupá, Guaramirim e Jaraguá do Sul, sensores e imagens de drone ajudam a monitorar a umidade do solo, o desenvolvimento das plantas e o surgimento de pragas e doenças. Com isso, o produtor sabe o momento certo de irrigar, adubar e aplicar defensivos, gastando só o necessário. Em uma região onde o clima muda rápido, previsões mais precisas também ajudam a planejar plantio e colheita.
Nas criações, a tecnologia também ganha espaço. Na suinocultura, na avicultura e na pecuária de leite, sistemas inteligentes acompanham o peso, a alimentação e o comportamento dos animais, além de controlar a temperatura dos galpões. Qualquer alteração vira alerta no celular, e o produtor age antes que o problema fique maior.
O resultado, segundo o setor, é mais eficiência, redução de custos e melhor qualidade do produto, o que importa muito para quem trabalha em pequenas e médias propriedades, que são a maioria no estado.
A tecnologia não substitui a experiência de quem vive no campo. Ela entra como ferramenta, ajudando o produtor a tomar decisões com mais segurança. E, para o Norte catarinense, essa pode ser mais uma forma de manter o agro forte, competitivo e preparado para os desafios das próximas safras.
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