Em transmissão após o 1º turno das Eleições 2026, empresário inelegível disse ter diploma em Direito para atuar na Corte e reafirmou aliança com o candidato do PL.
O empresário e influenciador digital Pablo Marçal afirmou, no último domingo (4), que está pronto para integrar a equipe de um eventual governo comandado por Flávio Bolsonaro (PL). Em live transmitida pela BNTV Brasil após a apuração do primeiro turno das Eleições 2026, Marçal declarou que aceitaria ser indicado a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) ou assumir o comando de uma área voltada à “Superinteligência”.
“O que o Flávio falar, eu estou na guerra. Se o Flávio quiser me pôr de ministro do STF, eu também tenho o meu diploma de Direito, eu vou tocar o terror lá no STF”, declarou durante a transmissão.
A manifestação ocorre em meio à aproximação entre os dois políticos. Em 29 de setembro, Flávio Bolsonaro havia acenado publicamente para uma aliança, citando que o influenciador poderia contribuir em projetos nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social dentro de uma coalizão política.
Regras da Constituição para indicações ao STF
Apesar da declaração, a escolha de ministros da mais alta Corte do país exige o cumprimento de ritos e pré-requisitos rígidos estabelecidos pela Carta Magna. A nomeação cabe ao Presidente da República, mas depende obrigatoriamente do aval do Poder Legislativo.
| Requisito Constitucional | Exigência da Lei |
| Faixa etária | Mínimo de 35 anos e máximo de 70 anos |
| Qualificação jurídica | Comprovação de notável saber jurídico |
| Conduta pessoal | Reputação ilibada |
| Aprovação legislativa | Sabatina na CCJ e aprovação por maioria absoluta no Senado Federal |
Inelegibilidade e situação jurídica de Marçal
A atuação de Marçal na política eleitoral enfrenta impedimentos judiciais. O empresário teve seu registro de candidatura à Presidência indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por não comprovação no prazo legal de sua filiação ao PRTB.
Além disso, Marçal foi declarado inelegível até 2032 pela Justiça Eleitoral de São Paulo. A condenação decorre de ações movidas por PSOL e PSB referente à campanha municipal de 2024 na capital paulista, nas quais foi responsabilizado por uso indevido de meios de comunicação social, abuso de poder político e econômico e captação ilícita de recursos.

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