PF investiga agressão policial contra candidata do partido em Santa Catarina

Uma ocorrência policial na noite de sábado, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, repercutiu neste fim de semana e gerou reações de autoridades e de candidatos às eleições de outubro

A advogada Fernanda Klitzke, segunda suplente na chapa de Décio Lima ao Senado pelo PT, foi detida durante uma abordagem da Polícia Militar motivada por uma denúncia de som alto.

Santa Catarina viveu mais um episódio de tensão política neste domingo, dia 13, onde o PT formalizou um pedido à Polícia Federal para investigar a agressão sofrida pela candidata a suplente do Senado, Fernanda Klitzke, durante uma abordagem da Polícia Militar catarinense. O caso teve origem em uma confusão envolvendo som alto, que teria perturbado uma criança autista, em Jaraguá do Sul, no norte do estado.

O pedido foi registrado na plataforma oficial da Polícia Federal e encaminhado à delegacia do município. A ocorrência foi enquadrada como possível crime eleitoral e contra o Estado Democrático de Direito.

Caso Fernanda Klitzke: Jorginho Mello e Gelson Merísio trocam versões sobre ação da PM em Jaraguá do Sul

O fato

Segundo relatos e vídeos que circularam nas redes sociais, Fernanda teria se aproximado da equipe policial para acompanhar, na condição de advogada, pessoas envolvidas na ocorrência. Imagens mostram a candidata sendo imobilizada, derrubada e atingida por disparos de bala de borracha. Ela foi levada a uma delegacia e, após ser liberada, precisou de atendimento médico.

A Polícia Militar, em nota, afirmou que a ocorrência começou após o chamado de uma moradora — mãe de uma criança autista incomodada com o barulho — e que a abordagem escalou quando integrantes do local passaram a interferir na ação dos agentes. Segundo a corporação, houve ameaças e resistência física, o que motivou o uso de técnicas de contenção e de munição de menor potencial ofensivo. A Corregedoria-Geral da PM vai apurar a atuação dos policiais.

O governador Jorginho Mello se manifestou neste domingo em vídeo nas redes sociais, defendendo a atuação da Polícia Militar. Ele apresentou a versão de que a mãe da criança autista foi ameaçada ao pedir a redução do som e que a chegada dos policiais gerou tumulto, com tentativa de um manifestante de tomar a arma de uma policial. O governador classificou o episódio como uma armadilha política armada por grupos de esquerda contra a corporação.

Já o candidato ao governo de Santa Catarina Gelson Merisio, que integra a mesma coligação de Fernanda Klitzke, entrou em contato com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Carlos Roberto da Silva, para pedir apuração urgente do caso. Merisio classificou a ação como agressão covarde e manifestou solidariedade à candidata, defendendo que o episódio seja investigado também sob a hipótese de motivação política.

O TRE-SC informou que está acompanhando o caso.

A Subseção da OAB de Jaraguá do Sul também se manifestou, informando que acompanha a situação desde os primeiros momentos, prestando apoio institucional à advogada e mantendo contato com o Sistema Estadual de Defesa das Prerrogativas da OAB de Santa Catarina.

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