Pablo Marçal – Decisão de última hora chega no prazo final para registro de candidaturas. Partido decide neste sábado se troca Leonardo Avalanche pelo influenciador
Pablo Marçal conseguiu neste sábado (15) uma vitória decisiva na Justiça Eleitoral: uma liminar que autoriza sua refiliação ao PRTB, legenda que pode agora lançá-lo como candidato à Presidência da República em 2026.
A decisão foi assinada pelo juiz Gustavo Nardi, responsável pela 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP), horas antes do fechamento do prazo legal para pedidos de registro de candidatura.
Corrida contra o relógio
O caminho até aqui não foi simples. Depois de disputar a prefeitura de São Paulo em 2024, Marçal migrou para o União Brasil em busca de uma vaga no Senado ou na Câmara dos Deputados. A tentativa não avançou, e ele voltou a buscar o PRTB já em abril — mas uma briga interna na cúpula do partido travou o processo.
Para não perder a janela eleitoral, o influenciador recorreu à primeira instância da Justiça Eleitoral pedindo que sua filiação valesse retroativamente a 4 de abril, data limite para regularizar vínculos partidários. O juiz aceitou o argumento, destacando que a falta de uma solução imediata resultaria na perda definitiva da chance de concorrer.
O que diz a decisão
Na sentença, o magistrado foi direto ao afirmar que o calendário eleitoral de 2026 não deixa margem para prorrogação: o próprio sábado (15) marca o encerramento improrrogável dos pedidos de registro de candidatura.
A liminar ainda pode ser derrubada em instâncias superiores, já que cabe recurso.
PRTB decide o futuro de Marçal ainda hoje
Com a filiação liberada, a executiva do PRTB se reúne na tarde deste sábado para bater o martelo: manter Leonardo Avalanche como cabeça de chapa ou substituí-lo por Pablo Marçal na disputa presidencial.
Três condenações ainda ameaçam a candidatura
Mesmo que o partido oficialize seu nome, Marçal enfrenta outro obstáculo: ele acumula três condenações que o tornam inelegível, relacionadas a abuso de poder político e econômico, uso irregular dos meios de comunicação e irregularidades no financiamento de campanhas anteriores.
Enquanto essas decisões não forem revertidas na Justiça, sua candidatura seguirá sob risco — mesmo que vitoriosa nas urnas, ele pode ficar impedido de tomar posse.
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