A Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio do setor de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, incorporou em 2024 às estratégias de vigilância e combate à dengue, a utilização de drone nas vistorias de focos do mosquito Aedes aegypti.

A iniciativa busca ampliar a efetividade das inspeções em áreas consideradas de risco ou de difícil acesso para as equipes de agentes de combate às endemias. O uso do drone contou, inicialmente, com o apoio da Polícia Científica, que colaborou nas primeiras operações aéreas voltadas à identificação de possíveis criadouros em imóveis fechados, terrenos extensos e estruturas elevadas, como telhados e calhas. A experiência demonstrou resultados positivos, especialmente na localização de recipientes com acúmulo de água não visíveis a partir do nível do solo.
Em 2025, as vistorias aéreas passaram a contar com o suporte operacional da Defesa Civil municipal, que disponibilizou drone e piloto para atuação conjunta com a Vigilância Epidemiológica. No segundo semestre do mesmo ano, consolidando a estratégia como política permanente de controle vetorial, o Município adquiriu equipamento próprio. Além disso, dois agentes de combate às endemias foram capacitados como pilotos de drone em curso ministrado pela Defesa Civil estadual, garantindo autonomia técnica e operacional ao setor.
As vistorias com drone são realizadas, prioritariamente, em áreas classificadas como de maior risco epidemiológico e em locais onde há restrição ou impossibilidade de acesso pelos agentes, como imóveis desocupados, edificações altas e terrenos com vegetação densa. A tecnologia permite a captação de imagens aéreas em alta resolução, possibilitando a identificação de recipientes propícios à proliferação do mosquito, direcionando ações de controle vetorial de acordo com cada caso.
“Em 2025, foram realizadas várias vistorias com o uso de drone, abrangendo um total de 1.302 imóveis. A ferramenta tem contribuído para otimizar recursos humanos, reduzir riscos operacionais às equipes e qualificar as ações de bloqueio e eliminação de criadouros”, explica o secretário de Saúde, Rogério Luiz da Silva.