O Clube de Tiro Parabellum Jaraguá realizou um evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. No último sábado (7), 30 mulheres assistiram uma palestra sobre defesa pessoal e também tiveram a oportunidade de participar de uma instrução de tiro.



A atividade foi conduzida pelo professor de direito penal da Católica de Santa Catarina e presidente da Parabellum Jaraguá, Mario Cesar Felippi Filho. O encontro reuniu duas turmas que acompanharam orientações sobre formas de proteção pessoal e noções básicas sobre armas de fogo.
Segundo Mario Felippi, o objetivo do workshop foi ampliar o conhecimento das mulheres sobre mecanismos de defesa e esclarecer dúvidas relacionadas à legítima defesa.
“Hoje, estamos fazendo um workshop sobre defesa pessoal, explicando quais são as formas que as mulheres podem utilizar para se defender de injustas agressões e situações que coloquem em risco a sua vida ou a de terceiros”, explicou.
Durante a palestra, foram apresentadas noções sobre o funcionamento de armas de fogo e também outros recursos que podem ser utilizados em situações de risco. “Aqui foram apresentadas algumas noções sobre armas de fogo, como funcionam os mecanismos e outros materiais que podem ser utilizados, principalmente tirando dúvidas e esclarecendo questões envolvendo situações de legítima defesa”, acrescentou.
O professor e instrutor de tiro também destacou o interesse crescente do público feminino em aprender sobre defesa pessoal. Para ele, a busca por conhecimento está relacionada ao aumento de casos de violência contra mulheres.
“Infelizmente, estão aumentando os crimes sexuais e os feminicídios contra as mulheres, além das agressões de um modo geral. A gente está vendo que esse público percebe esse risco e busca mecanismos de defesa e de proteção para repelir essas situações”, afirmou.
Entre as participantes estava a desenvolvedora de software Gabrieli Dias Alves Trindade, que ressaltou a importância de discutir o tema, principalmente diante das notícias sobre violência contra mulheres.
“Através das notícias, eu vejo que tem muitos casos de feminicídio. Eu trato a defesa pessoal como uma necessidade básica, para a gente conseguir andar na rua se sentindo segura”, comentou.
Ela também relatou como foi a experiência prática durante a instrução de tiro. No início, segundo Gabrieli, havia receio ao manusear uma arma, mas a atividade ajudou a reduzir o medo.
“Para mim foi bem legal. No começo eu ficava meio assustada, porque pegar uma arma e não saber como reagir ou como segurar dá medo. Mas, depois de praticar, eu perdi esse medo e me sinto mais segura, com mais vontade de praticar também”, comemorou.