O Aeroporto Aruna Campo Comandantes, localizado em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, entrou em uma nova fase de obras que deve colocá-lo entre os principais polos de aviação executiva do Sul do Brasil. O projeto, orçado em R$ 400 milhões, prevê o alongamento da pista de pouso e decolagem, que passará a ter 1,4 quilômetro — extensão maior do que a da pista principal do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Pista vai crescer e ficar mais larga
A nova etapa das obras começou no último sábado (25) e tem como foco inicial a ampliação da pista, que hoje tem 1 km de comprimento por 18 metros de largura. Ao final dessa fase, a estrutura passará a ter 1,4 km de extensão e 30 metros de largura. A empresa responsável pelo empreendimento, a Aruna Urbanismo, estima concluir essa etapa até o fim de 2026.
A comparação com o Santos Dumont chama atenção: o terminal carioca opera com duas pistas asfaltadas, sendo a principal de 1.323 metros e a auxiliar de 1.260 metros. Com a ampliação concluída, a pista catarinense passará a superar as duas em comprimento.
Operação noturna e voo por instrumentos
Além do alongamento da pista, o projeto contempla a instalação de balizamento noturno, o que vai permitir pousos e decolagens durante a noite. A estrutura também está sendo preparada para futuramente operar sob regras de voo por instrumentos (IFR) — sistema que possibilita operações mesmo em condições de baixa visibilidade, aumentando a segurança e a eficiência do aeroporto.
Segundo a empresa responsável, quando as obras forem concluídas, o aeroporto estará apto a receber todas as classes da aviação executiva.
Eduardo Appel, sócio do empreendimento, afirma que a obra consolida o aeroporto como referência nacional no segmento. Já Raphael Ferreira, também sócio da Aruna Urbanismo, destaca que essa é a primeira grande etapa para tornar a operação mais eficiente, seguindo o crescimento da demanda por mobilidade aérea na região Sul.
Complexo vai ganhar hotel, hangares e área de eventos
A ampliação da pista faz parte de um projeto mais amplo de reestruturação do aeroporto, que ao longo de quatro anos vai receber os R$ 400 milhões de investimento para se transformar em um complexo voltado à aviação executiva e a serviços de apoio.
O plano inclui a construção de um hotel, um boulevard de serviços, espaço para eventos e áreas de gastronomia, com início previsto para 2027. Está prevista também a implantação de cerca de 65 hangares: 50 lotes serão vendidos dentro de um condomínio aeronáutico já existente, e outros 15, de maior porte, serão destinados à locação e a operações do tipo FBO — voltadas à hangaragem e ao atendimento de aeronaves executivas.
O projeto ainda prevê áreas de descanso para pilotos e passageiros, salas de reunião e espaços de conforto para quem passa pelo aeroporto.
Com as mudanças, a expectativa da Aruna Urbanismo é consolidar o aeroporto como um hub estratégico para a aviação executiva, fortalecendo a logística aérea do Vale do Itajaí e atraindo novos negócios para a região.
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