A abstenção bateu recorde no primeiro turno das eleições de 2026.

Mais de 33 milhões de eleitores não foram votar.

Segundo dados da Justiça Eleitoral, com quase todas as urnas apuradas, cerca de 33 milhões e 400 mil brasileiros deixaram de comparecer neste domingo. Isso representa 21,08% do eleitorado. É o maior índice para um primeiro turno de eleição presidencial desde 1998.

Em 2022, foram 32 milhões e 700 mil ausentes, ou 20,79%. A abstenção vem crescendo a cada eleição geral. Em 2014, eram 27 milhões e 700 mil. Em 2018, quase 30 milhões.

Os maiores percentuais de ausência foram registrados no Mato Grosso do Sul, perto de 24%, e no Rio de Janeiro, acima de 23%. Minas Gerais e São Paulo também ficaram acima da média nacional. Já os estados do Nordeste tiveram as menores taxas, como Ceará, Piauí e Sergipe.

Na disputa para presidente, os votos brancos e nulos somaram 4,77%. Foram 2,93% de nulos e 1,84% de brancos. Em 2022, esse índice era de 4,25%.

Ainda não há um diagnóstico definitivo sobre as causas. Especialistas citam a dificuldade de deslocamento até os locais de votação, problemas no cadastro dos eleitores e o menor interesse pela disputa.

Quem não votou precisa justificar a ausência dentro do prazo, pelo aplicativo e-Título ou pelos canais da Justiça Eleitoral. Sem justificativa, o eleitor pode ser multado.

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