Segundo dados da Justiça Eleitoral, com quase todas as urnas apuradas, cerca de 33 milhões e 400 mil brasileiros deixaram de comparecer neste domingo. Isso representa 21,08% do eleitorado. É o maior índice para um primeiro turno de eleição presidencial desde 1998.
Em 2022, foram 32 milhões e 700 mil ausentes, ou 20,79%. A abstenção vem crescendo a cada eleição geral. Em 2014, eram 27 milhões e 700 mil. Em 2018, quase 30 milhões.
Os maiores percentuais de ausência foram registrados no Mato Grosso do Sul, perto de 24%, e no Rio de Janeiro, acima de 23%. Minas Gerais e São Paulo também ficaram acima da média nacional. Já os estados do Nordeste tiveram as menores taxas, como Ceará, Piauí e Sergipe.
Na disputa para presidente, os votos brancos e nulos somaram 4,77%. Foram 2,93% de nulos e 1,84% de brancos. Em 2022, esse índice era de 4,25%.
Ainda não há um diagnóstico definitivo sobre as causas. Especialistas citam a dificuldade de deslocamento até os locais de votação, problemas no cadastro dos eleitores e o menor interesse pela disputa.
Quem não votou precisa justificar a ausência dentro do prazo, pelo aplicativo e-Título ou pelos canais da Justiça Eleitoral. Sem justificativa, o eleitor pode ser multado.
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