E-commerce brasileiro sofreu 743 mil tentativas de fraude no 1º semestre, revela Serasa Experian

O movimento é impulsionado pelo aumento das compras online

Fraudes no mercado impressionam sistemas de segurança

O comércio eletrônico no Brasil enfrentou uma pressão diária intensa nos primeiros seis meses do ano. Segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian, foram registradas 743.638 tentativas de golpe entre janeiro e junho — o equivalente a uma ocorrência a cada 21 segundos, ou mais de 4 mil por dia. Na prática, quase 1 a cada 100 pedidos analisados apresentou risco. Se concretizadas, essas transações teriam gerado um prejuízo superior a R$ 573 milhões para empresas e consumidores.

Mudança no perfil dos golpes: Beleza e Saúde em alta Mais da metade (56%) de todas as investidas se concentraram em três setores específicos: Beleza (67.782 tentativas), Calçados (56.193) e Saúde (35.314).

O destaque do período foi a ascensão do segmento de Saúde, que saltou da 7ª posição no primeiro semestre do ano anterior para o top 3 atual. O movimento é impulsionado pelo aumento das compras online por itens de autocuidado e remédios de alto valor (como medicamentos para emagrecimento).

Segundo Rodrigo Sanchez, Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da datatech, os golpistas acompanham de perto as tendências do mercado:

“Eles buscam oportunidades em segmentos com maior urgência de compra ou produtos de valor elevado. A rápida subida de ‘Saúde’ mostra que o risco muda com velocidade, exigindo das empresas uma estratégia de prevenção contínua ao longo de toda a jornada do cliente.”

Além do dano financeiro direto, as fraudes provocam contestações de pagamento (chargebacks) e desgaste de imagem. Por outro lado, travas de segurança burocráticas demais podem afastar bons clientes. A recomendação da Serasa Experian é investir em inteligência de dados em camadas (como validação de dispositivos e perfil comportamental) para barrar criminosos em tempo real sem prejudicar a experiência do consumidor legítimo.

Como se proteger no comércio eletrônico:

  • Para consumidores: Desconfie de preços muito abaixo do mercado, evite clicar em links de ofertas recebidos por mensagens/e-mails, prefira o uso de cartão virtual e ative a verificação em duas etapas nas contas.
  • Para empresas: Combine dados cadastrais com análise comportamental, monitore o risco por categoria de produto e atualize constantemente os modelos de detecção para evitar tanto a fraude quanto a recusa indevida de compras válidas.
E-commerce brasileiro sofreu 743 mil tentativas de fraude no 1º semestre, revela Serasa Experian

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