TSE nega credenciamento de grupo espanhol para observar eleições de 2026

A missão seria chefiada pelo diplomata Daniel del Valle Blanco e teria como líder também Ahmed Adheeb

O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o pedido de credenciamento do Eurolat Global Democracy Forum, entidade com sede na Espanha, que pretendia atuar como missão internacional de observação nas eleições brasileiras de 2026. A avaliação foi conduzida pela Diretoria Internacional do TSE, estrutura criada neste ano pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques.

Os motivos da rejeição

Segundo o entendimento do tribunal, missões de observação eleitoral precisam manter vínculo com instituições de atuação consolidada e legitimidade reconhecida na área, como organismos internacionais, universidades e centros de pesquisa. A análise concluiu que o Eurolat não se enquadra nesse perfil. De acordo com uma das apurações, o grupo não possui mandato eletivo, chancela governamental nem autoridade legislativa — elementos considerados relevantes para esse tipo de credenciamento.

A decisão também levou em conta a composição da missão proposta. O tribunal identificou que alguns integrantes do grupo mantêm relações com figuras críticas ao sistema eleitoral brasileiro, o que, segundo uma das apurações, inviabilizaria a neutralidade exigida para a observação internacional.

Quem liderava a missão

A missão seria chefiada pelo diplomata Daniel del Valle Blanco e teria como líder também Ahmed Adheeb (grafado também como “Adeeb”), ex-vice-presidente das Maldivas — que, segundo uma das reportagens, foi condenado em seu país por corrupção. Entre os nomes ligados à iniciativa está o brasileiro Maurício Galante, vereador na cidade de Arlington, no Texas, que afirma presidir o Instituto Harpia nos Estados Unidos — entidade que, no Brasil, é presidida pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como presidente de honra.

O que vem a seguir

A rejeição ao Eurolat não encerra o processo de credenciamento de observadores internacionais para o pleito. O TSE ainda analisa outros dois pedidos, entre eles o da organização Transparencia Electoral, que afirma atuar na promoção da integridade e da equidade dos processos eleitorais na América Latina

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